Animais obesos

A maioria dos animais de companhia tem apresentado um problema com obesidade, devido principalmente ao estado de sedentarismo em que eles têm vivido.

A obesidade pode aumentar o risco de algumas doenças graves acometerem seu animalzinho de estimação. Por isso, é importante conhecer a causa da obesidade no cão para iniciar o tratamento adequado.
Como saber se um cão está obeso
Observando a forma física do cão para verificar os sinais da obesidade
É necessário que o proprietário esteja sempre atento ao seu animal, para mudanças comportamentais e alterações na conformação corporal.
O diagnóstico da obesidade em cães deve incluir um exame completo para descartar quaisquer doença, depois disso, uma cuidadosa comparação do peso atual do cachorro com aferições prévias ou com o peso registrado assim que o animal entrou na idade adulta poderá evidenciar um aumento irregular de peso. Em casos de cães de raças puras, poderá ser útil a comparação com o peso padrão de animais da mesma raça.

São sinais de obesidade em cães:

  • a impossibilidade de visualização das costelas ou não senti-las, à palpação;
  • a ausência de gordura ao redor de seu pescoço, ou ausência de dobras na pele, naquelas raças que possuem tais dobras como característica;
  • a ausência de definição da linha da cintura, quando visto de cima.

Observar o animal é de grande valia para a determinação da obesidade canina. Cães com peso normal apresentam, vistos de cima, o dorso em forma de uma ampulheta.
Causas da obesidade canina
As principais causas são alimentação inadequada, falta de exercícios regulares e estresse.
Os cães apresentam tendência ao acúmulo de gordura na linha da base da cauda, mas a perda de cintura devido ao excesso de gordura depositada entre o músculo e a parede abdominal ou a presença de abdômen flácido por acúmulo de gordura intra-abdominal, ou ainda, se não for possível visualizar as costelas do animal, nem as sentir na palpação, esses são os mais claros indicativos do excesso de gordura corporal.

Fonte: Nutrição Felina e Canina Manual para Profissionais – L. P. Case et all., 1998, Ed. Harcourt Brace – pág. 251)

Existem fatores internos e externos que podem ocorrer simultaneamente e levam a esse desequilíbrio, como você pode conferir na lista a seguir.
1. Má alimentação dos cães
Uma alimentação baseada em alimentos para humanos ou em sobras pode ser extremamente prejudicial, uma vez que causam a falta de nutrientes essenciais para a sobrevivência do animal.Além disso, o organismo canino não processa a maioria dos alimentos que nós consumimos, como doces, alimentos industrializados e com muita gordura e condimentos.

2. Falta de exercícios dos cães

Algumas raças e idades exigem mais volume e intensidade de exercícios. Garanta que seu cão tenha o nível saudável de exercício.

3. Estresse:
Antes de comprar ou adotar um cão leia sobre a raça e faça uma autoavaliação para saber se poderá dedicar tempo e proporcionar qualidade de vida para o seu cão. Para evitar o sedentarismo, caso disponha de pouco tempo, uma alternativa é adquirir um amigo para fazer companhia para seu cachorro, adotando um novo animal.
Sobre a obesidade, é importante que seja realizado um diagnóstico completo por seu médico veterinário de confiança, antes de iniciar qualquer tratamento, pois apenas assim será possível cuidar adequadamente do seu pet.
Consequências da obesidade canina
A obesidade pode desencadear uma série de doenças e problemas respiratórios, cardíacos etc.
A obesidade canina sozinha não leva o cão a óbito, mas ela traz uma série de doenças secundárias, que tornam a vida do animal difícil e, dependendo da complexidade, podem, sim, levá-lo ao óbito.

Você sabia que a obesidade diminui em até dois anos (-15%) a expectativa de vida de um animal?

Os cães com sobrepeso têm risco maior de apresentar problemas crônicos de saúde, tais como:

 

  • problemas em articulações: os lugares mais afetados são os joelhos e cotovelos, que podem desenvolver artrites, causando dor ao animal e o impedindo de realizar diversos movimentos;
  • problemas de coluna: assim como nós, humanos, os problemas vertebrais de efeito físico por carregar um excesso de peso estão presentes em cães obesos, dificultando a prática de diversos movimentos;
  • maior risco em cirurgias: a dose de uma anestesia em um animal obeso deverá ser maior do que em um saudável, deixando o procedimento mais arriscado;
  • problemas respiratórios: por ter menos espaço para encher os pulmões, o cão apresenta intolerância ao calor e ao exercício e fica cansado mais rapidamente;
  • desenvolvimento de alterações metabólicas: a obesidade pode levar à intolerância à glicose, hiperinsulinemia (altas taxas de insulina no sangue) e diabetes. Considerou-se que nos cães, assim como nos seres humanos, a obesidade altera o equilíbrio da insulina e é fator do desenvolvimento da diabetes melito. Cães obesos e diabéticos podem desenvolver, com maior risco, pancreatite aguda (doença inflamatória do pâncreas);
  • problemas cardíacos: o excesso de peso, ao produzir um aumento do trabalho cardíaco para a perfusão em uma maior massa corporal, força o sistema circulatório. Esse aumento do trabalho cardíaco pode produzir um esforço adicional ao coração já debilitado pela infiltração de gorduras.

Tratamento e prevenção da obesidade canina
Uma boa dieta e exercícios frequentes, sempre orientados por um médico veterinário.
O objetivo do tratamento a curto prazo é o de reduzir a reserva de gordura corporal. Um programa bem sucedido de emagrecimento é um processo composto por várias etapas e exige, além do comprometimento do proprietário do animal, um plano nutricional, um programa de exercícios físicos acompanhados, o monitoramento metabólico e hormonal do paciente realizado e acompanhado pelo médico veterinário.
A seguir, entenda cada parte desse processo.
1. Dieta alimentar para cachorros
O veterinário é a pessoa mais adequada para ajustar o cardápio ao seu cachorro gordinho.

Não devemos ficar com dó e dar tudo que estamos comendo para nossos cães. Se você acha que ele vai sempre ficar com vontade, saiba que o animal vai se acostumar com o “não” e parar de pedir. Para evitar essas situações, deixe-o longe quando for fazer as refeições em família, pois assim ele não passará vontade.
O ideal é que ele faça três refeições ao dia, em porções de acordo com a raça do animal, para adquirir todos os nutrientes necessários para seu crescimento e não ganhar peso em excesso, havendo um intervalo entre as refeições.
O veterinário poderá receitar uma dieta à base de ração especial, em que haja os nutrientes necessários e quantidade certa para cada animal para que se alimente e não passe fome.
2. Sessões de exercícios
Veja, com o veterinário, exercícios para seu cão obeso.

O exercício físico ajuda a regular a ingestão alimentar. Em estudos realizados com pessoas e animais, observou-se que ,durante um exercício físico moderado mas significativo, a ingestão calórica varia proporcionalmente com o gasto energético, enquanto que a diminuição da atividade até um nível de sedentarismo produz aumento da ingestão alimentar e ganho de peso.
Entre as formas de exercício recomendadas, encontra-se caminhar, correr, atirar objetos para que os recolham ou vários tipos de brincadeiras. O importante e efetivo é que o exercício seja realizado de forma contínua durante toda a vida do animal.
Os exercícios serão recomendados pelo médico veterinário, conforme o estágio de obesidade do seu pet, já que ele pode ter dificuldade, no início, para se exercitar e não deve haver excessos.

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Published on: 21 outubro 2015
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