caes-comintarios

Cães comunitários: compartilhando amor

Os apaixonados por animais sofrem ao ver peludinhos sem dono, perambulando pelas ruas – dá vontade de levar todos para casa, mas nem sempre é possível. Quando se tem amor de sobra, no entanto, é possível ajudar do lado de fora do portão.
Cães comunitários são cada vez mais populares, e inclusive contam com apoio das prefeituras para castração e vacinação contra raiva.
Os vizinhos se organizam com a rotina de alimentação, banhos, consultas, remédios, etc. Quem sabe você não pode começar um projeto de adoção comunitária na sua rua?

O cão comunitário não tem apenas um dono, mas vários. Cabe a eles oferecer condições para que o bichinho se mantenha saudável e feliz, com cuidados com a saúde e bem-estar, inclusive psicológico (leia-se carinho e atenção!). Embora vivam nas ruas, esses bichinhos têm sua casinha, alimento, água fresca e quem olhe por eles – são, inclusive, protegidos por lei em várias cidades do Brasil. Uma vez cadastrados no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da região, são castrados, vacinados contra raiva e microchipados gratuitamente, ainda que continuem vivendo nas ruas.

 

Talvez exista algum “carinha” perambulando nas imediações que já tenha conquistado a simpatia da vizinhança (além da sua, claro) e possa ter essa chance. Em muitos casos, pessoas que gostam de animais já disponibilizam água e ração em suas portas para essa turminha sem teto, e facilmente vão comprar a ideia. Após o cadastro no CCZ, é bacana organizar as tarefas – afinal, reza a lenda que cão que tem muito dono passa fome. Combinem quem vai alimentá-lo e em que horário, de quem é a responsabilidade de manter o pote de água abastecido e limpo e estabeleçam um calendário de vermifugação e proteção contra pulgas e carrapatos – se os de casa já estão expostos a essas pragas horrorosas, imagine os animais de rua! Estabeleçam um calendário para os banhos (vários petshops têm precinho camarada para cães comunitários) e mantenham o peludo com coleira e medalha de identificação com os contatos de alguns dos responsáveis, que possam ser acionados em caso de emergência.

imagem155901-1024x683

Uma casinha, por mais simples que seja, colocada em um local protegido, garante abrigo no frio, chuva e nos horários mais quentes do dia. Além disso, funciona como um “porto seguro” para o animal. E não é porque o peludinho é de rua que não gosta de entretenimento: brinquedos e ossos vão ajudá-lo a passar o tempo e a manter a boca livre de tártaro.
Cuidar de um cão comunitário não é bom apenas para o bicho: muitos laços de amizade se formam em torno dele. Que tal colocar a ideia em prática?

CfY42gLW8AArj2o
fonte: Maréria por Cláudia Pizzolatto e Regina Ramoskam publicada originalmente no blog BitCão: https://www.bitcao.com.br/blog/um-dono-e-bom-dois-sao-demais/

Published on: 11 outubro
Posted by: