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Como foi a transição dos lobos para os cães?

John Bradshaw, biólogo e autor de várias pesquisas e artigos científicos, mudou a maneira como os cachorros são compreendidos. Há mais de 25 anos estudando o comportamento de cães domésticos, mostrou de forma didática em seu livro “CãoSenso” como se deu a transição do lobo para o cão moderno. Vamos lá!

Transição dos lobos para os cães – primeira fase
A primeira fase foi a seleção inicial pela mansidão (lobos mais mansos), a partir de lobos que já estavam pré-adaptados a se aproximar dos homens. Acredita-se que esse processo deva ter sido essencialmente passivo: os lobos que iam aos poucos aceitando a interação com o homem isolaram-se reprodutivamente de seus primos selvagens e tornaram-se o que ele chama de ‘protocães’. O nome é estranho, mas é algo antes do cachorro moderno que conhecemos atualmente.

Segunda fase
Na segunda fase, o fator de seleção foi a escolha feita pelo homem para favorecer funções específicas, tentando isolar um tipo de cachorro do outro. No entanto, por não ser tão simples definir quais eram as funções específicas, esse dificilmente foi o fator que definiu quais cães teriam descendentes e quais não, dado que a seleção para funções específicas ocorreu de forma isolada e não como regra (alguns cruzamentos feitos pelo homem e muitos cruzamentos acidentais).

 

Terceira fase
Na terceira e mais recente fase da transição do lobo para o cão, em contraste com a segunda fase, observou-se uma explosão de seleção feitas pelo homem: cães foram acasalados com outros muito parecidos numa tentativa de criar raças ‘ideais’ – a maior parte das quais são apreciadas por sua aparência e não pela sua funcionalidade.

lobos e cães

Assim, iniciando-se pela mansidão de certos lobos tolerantes à proximidade com o homem, passando pela tentativa de se isolar indivíduos para desempenhar funções específicas e terminando com o acasalamento com o forte propósito de se criar raças ideais, temos o que podemos chamar de cão moderno.

Porém, este cão moderno não é um lobo evoluído. É uma espécie distinta, com características físicas semelhantes, mas com uma enorme diferença comportamental. Hoje, sabemos que é errado treinar e interagir com cães urbanos tendo como base as informações de pesquisas com lobos. Seria o mesmo que acreditar que humanos são macacos evoluídos. Muito embora tivemos um passado comum, somos espécies distintas, morfologicamente semelhantes, mas com comportamentos diferentes.

As pesquisas sobre comportamento canino têm evoluído e mudado a forma como esta espécie tão próxima dos homens se comporta. Vamos ficar atentos, pois o modo como nos relacionamos com os cães está mudando – para melhor!

Fonte: Dogsolution

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Published on: 6 março 2016
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